Conheça a história da Ana e como o artesanato a salvou da depressão

Conheça a história da Ana e como o artesanato a salvou da depressão

Eu sou a Ana Moraes, sou moradora do Rio de Janeiro e estou aqui para prestar uma singela homenagem a você, Alessandra Fontoura, que tem transformado a minha jornada em busca pela cura da depressão.

 

A você, que com o seu magnífico trabalho e ainda mais bela e admirável energia, trouxe de volta a esperança aos meus dias que andavam tão escuros.

 

Há pouco tempo, me tornei sua aluna, assistindo as aulas disponibilizadas na Oficina do Artesanato. Posso afirmar, ainda no começo desta história, que fui surpreendida com a forma que este curso começou a mudar como me relaciono comigo mesma.

 

Mesmo enfrentando um longo e difícil período de depressão, resolvi tentar encontrar uma atividade para depositar o pouco de energia que sinto que tenho.

 

A maioria dos especialistas diz que um hobby é um ótimo complemento para o tratamento da depressão, então eu resolvi tentar. Por mais difícil que fosse encontrar a vontade de me dedicar a algo, eu tentei.

 

Com apenas 5 dias de experiência, por uma hora a cada dia, eu posso dizer que foi uma das melhores decisões que tomei ultimamente.

 

Talvez, quem esteja lendo isso, não consiga entender o tamanho da minha gratidão e toda a diferença que as suas aulas fizeram no meu dia.

 

Sendo assim, eu vim trazer um pouco mais sobre a minha história e, principalmente, como a Alessandra e suas aulas de artesanato apresentaram uma nova luz para minha jornada.

 

Quero que todos percebam como ela ultrapassou o papel de mentora e passou a se tornar uma grande amiga e uma fonte de luz especial no meu caminho – e tenho certeza que ela também pode fazer isso por você.

 

Sair da depressão
Foto Ana

Como a depressão se apresentava no meu dia

Eu venho de um longo período de depressão e, quando eu digo longo, é realmente longo.

 

Desde o final de 2014, eu venho tentando me levantar. Venho tentando reunir minhas forças para me conectar novamente com a “antiga eu”, que não havia se perdido em um vazio tão grande quanto o que eu me encontro agora.

 

Por todos os processos de depressão que você pode imaginar, eu passei. Vi a doença tomar um passo de cada vez e, aos poucos, tomar conta de mim.

 

Inicialmente, eu perdi toda e qualquer vontade de me alimentar, com isso, perdi uns bons quilos e, com eles, boa parte da minha energia e autoestima.

 

Durante o período de prostração, eu cheguei aos 54kg. Isso aconteceu quando meu peso normal podia ser considerado como 60kg. Na verdade, eu pesava 75kg na época e, em uma questão de apenas 3 meses, cheguei aos 54kg. Eu não comia nada e mal bebia. Não sentia fome ou qualquer prazer em provar qualquer comida, por mais deliciosa que fosse.

 

Nesta época, o cansaço só aumentava. Eu não sentia vontade de fazer nada além de ver os dias passarem, enquanto a tristeza crescia mais e mais dentro do meu corpo.

 

É como se toda a minha energia fosse derrotada por essa apatia, essa vontade de só sentar e ver a vida passar, pensando no quão distante eu estava de viver as alegrias que todos os outros viviam.

 

O problema com o trabalho

Desanimada e sem energias, não consegui mais trabalhar. Era como se eu não conseguisse encontrar qualquer força para sair de casa, quem dirá para trabalhar. Com isso, passei a enfrentar dificuldades financeiras.

 

É aquele famoso momento em que tudo está dando errado, mas ainda há mais espaço para algo ruir e diminuir ainda mais as suas esperanças, que já são miúdas.

 

Sem trabalhar, a depressão conseguiu fazer com que minhas finanças caíssem absurdamente. Todas as minhas reservas e economia foram embora ao longo dos anos, por mais que eu gastasse apenas para sobreviver dentro de casa. Por tudo isso, estou sem emprego desde o final de 2014.

 

Como você mesma sabe o quanto eu estou batalhando, esse quadro de depressão não abalou apenas a minha vida financeira e profissional.

 

A tristeza profunda, o desânimo e a falta de vontade de interagir com qualquer outra pessoa mexeram profundamente e totalmente com o meu nível de interação social e ele caiu demais.

 

Por mais triste e sozinha que eu me sinta, é como se ninguém pudesse me ajudar. É como se qualquer tipo de emoção positiva tivesse me deixado e nenhuma pessoa seria capaz de resgatar isso.

 

Sendo assim, eu mal me dava ao trabalho de interagir com outra pessoa, pois imaginava que não iria me ajudar de qualquer forma.

 

O que começa com desânimo, com tristeza e com medo, de repente, se transforma em apatia. Sabe quando as cores se misturam e se transformam em simplesmente branco?

 

É como se fosse assim. São tantas emoções, tanta angústia e tristeza que, de repente, você não sente mais nada. Anestesiada e indiferente. Só existindo.

 

Cada estágio pode ser realmente destruidor

A depressão possui diversos estágios e, cada um deles, se manifesta de forma diferente para cada um. Há quem comece com a irritabilidade e simplesmente sente raiva de tudo e todos.

 

Outros, ao contrário de mim, adquirem compulsão alimentar e, ao invés de emagrecerem como eu, começam a ganhar peso de forma descontrolada e também perdendo a autoestima.

 

A ansiedade também é uma característica expressiva de muitos casos de depressão. A ansiedade faz com que pequenas atividades despertem um grande estresse de alguém, fazendo com que a pessoa pense somente naquilo por horas e até dias.

 

Em alguns casos, a pessoa sente tanto desespero ao pensar em uma atividade, por exemplo, que sequer consegue executá-la quando chega o momento, por conta de todo medo que foi construído pela ansiedade.

 

Passei até pelas fobias, os medos irreconhecíveis de coisas que antes não me incomodavam tanto assim. Eu vi todo esse processo passar. Passei por todos os estágios mas, mesmo assim, não me vi livre.

 

Se eu passei por todas as fases, quer dizer que eu já estou pronta para me libertar da depressão, não é? Parece que não é. Na verdade, parecia. Porque agora sinto que realmente estou tomando um passo para encontrar com a “antiga eu”.

Por do sol2
Pôr do sol

O primeiro grande passo

Por que estou falando que, aos poucos, começo a ter a “antiga eu” de volta? Porque eu realmente me senti muito bem nesta semana em que convivemos uma hora por dia, Alessandra.

 

Parece pouco, não é? Imagine, que diferença faria assistir uma vídeo aula de uma hora, por só 5 dias? Para outros, isso pode parecer bem insignificante. Para mim, representou um primeiro e importante passo.

 

O início de um caminho novo e iluminado para me reerguer, levantar e voltar a andar com minhas próprias pernas. Sem sentir medo, sem sentir tristeza e sem me privar de sentir a felicidade.

 

Mesmo depois de passar anos lutando, nenhum momento se comparou ao ver o ponto de esperança se aquecendo no coração ao observar a nossa amizade e parceria nascer.

 

Eu me encontrei sem ânimo de produzir nada com minhas próprias mãos, sentindo como se elas não fossem capazes de construir nada útil ou relevante para o universo.

 

Mas isso mudou, caiu por terra, quando eu conheci você, por meio da revista Artesanato. Nestes 5 dias, você foi uma baita de uma profissional e, principalmente, um ser humano excepcional.

 

Talvez você ainda não tenha percebido o poder de transformação e mudança que o seu dom é capaz de promover. E é por isso que eu não podia deixar de vir aqui e deixar o meu relato, deixar o meu “muito obrigada”.

O dia em que eu renasci: um anjo chamado Alessandra Fontoura

Durante a semana em que nós convivemos uma hora por dia, durante 5 dias, eu me senti muito bem. Eu pude conhecer quem é a Alessandra Fontoura um pouquinho mais, e esse pouquinho foi suficiente para eu expressar minha gratidão.

 

Foi mais que o suficiente para despertar em mim uma pontinha de esperança e confiança de que eu posso ser melhor, posso superar o que venho passando há quase 5 anos.

 

No início, eu sentia que não era capaz de sequer fazer uma tiara com laço. Entretanto, essa primeira semana representou o pontapé inicial de um novo caminho depois de tantos anos presa na depressão.

 

É a inspiração que eu precisava para encontrar novamente o valor que eu espero que ainda more dentro de mim.

 

Como mencionei anteriormente, com a evolução da depressão, eu fiquei apática, seca, sem nenhum tipo de sentimento. Era como se eu me tornasse uma casca vazia, como se não tivesse mais ninguém aqui dentro.

 

Como eu já disse também, tem uma hora em que tudo o que a gente sente se transforma em um grande nada. Não sei dizer se é melhor ou pior que a grande tristeza, mas é tão desesperador quanto.

 

Os sentimentos bons começaram a surgir!

Hoje eu estou aqui compartilhando essa história porque você, diante de toda essa apatia que estou passando, promoveu em mim sentimentos.

 

Sentimentos singelos e até mundanos para quem não vê por meio dos meus olhos. Ainda assim, sentimentos que fizeram toda a diferença nos meus dias.

 

Primeiro, por acessar o site diariamente para assistir suas aulas. Para alguém que não tinha mais confiança em si ou energia para se engajar em qualquer atividade, isso foi uma grande vitória.

 

 

Por 5 dias seguidos, me comprometi a assistir suas aulas e disponibilizei a minha mente a aprender e resgatar a vontade antiga de descobrir mais e mais.

 

Depois, fazer as anotações. Eu consegui fixar minha atenção nas suas palavras, nas suas instruções de como fazer uma tiara de unicórnio ou qualquer outra incrível peça de artesanato, na sua forma atenciosa de ensinar.

 

Com isso, me envolvi em cada uma das aulas e depositei energia o suficiente para anotar e guardar o que era mais importante, coisa que não era comum há alguns anos.

 

E depois, mais incrível ainda, na hora do sorteio dos brindes, fez com que eu participasse. Imagine, eu, participando de algo?

 

E me divertindo? Meu Deus! É algo que eu simplesmente tinha deixado de lado há alguns anos e eu nem tinha percebido como fazia falta.

 

Mesmo que seja a distância ou que seja online, interagir com alguém era um desafio que eu ainda não tinha tentado combater, e você me ajudou com isso, sem sequer perceber. Na verdade, foi tão natural que nem eu percebi.

 

Lembro de você falando “Vamos embora, gurias!”, com esse sotaque lindo que você tem. “Brinde, brinde, brinde!”.

 

E eu me peguei escrevendo e digitando como antes. Digitando naturalmente, com a habilidade que eu sempre tive. Antes de me sentir vazia, antes de entrar no quadro de depressão.

 

Me peguei rindo, na quarta-feira. Sabe aquele riso que vem sem você sentir? Um desses! Com uma naturalidade que eu não sentia há muito tempo.

 

Você não mexeu só com algumas pessoas, mas mexeu profundamente comigo, especialmente por eu estar carregando todo esse fardo.

 

Mexeu profundamente ao ponto de eu estar aqui, agora, escrevendo tudo isso com todo o meu carinho.

gratidão
Flor

Gratidão é tudo o que eu sinto agora!

Alessandra, eu quero que receba minha gratidão. Eu não vim falar de mim, mas eu só queria dizer o quanto que você me alcançou e me tocou.

 

Por meio de sentimentos e ações tão simples, por meio de palavras tão comuns, você foi capaz de transformar a minha semana e despertar um ponto de esperança e força dentro de mim.

 

Espero continuar a participar do seu curso como aluna. Não vou mentir, é um grande desafio para mim estabelecer o compromisso de acessar o site diariamente e assistir todas as suas aulas.

 

Mas, pela forma que eu me senti em apenas 5 dias, sei que encontrarei a força para seguir aprendendo como fazer sapatinhos de bebê e muitas outras coisas lindas com você!

 

Então, eu digo que minha casa está aberta para você quando estiveres aqui no Rio de Janeiro. Não é porque estou passando por esse aperto que vou deixar de dividir o pão de cada dia com você.

 

Você, que conseguiu trazer um pouco de luz a um túnel que parecia não ter fim há muitos anos, sempre terá um espaço guardado no meu coração e também um conforto disponível no meu lar, onde quer que eu esteja.

 

Estão abertas as portas da minha casa e espero que nossa amizade venha a nascer e perdurar. Como você mesma falou! Estamos juntas, apesar de distantes.

 

Aliás, você conseguiu me tocar de forma mais próxima do que muitas pessoas que estão aqui ao meu lado. Sendo assim, a proximidade física não é nada quando a conexão é verdadeira e vem do coração.

 

Eu deixo um beijo no seu coração e peço a Deus que abençoe o dom valioso que Ele próprio te deu.

 


 

Esse relato da Ana Moraes é realmente emocionante e tocou todos nós aqui da Oficina do Artesanato!

 

Ficamos muito satisfeitos e verdadeiramente agradecidos quando percebemos que nosso trabalho está transformando a vida de pessoas que encontram no artesanato muito mais do que um hobby ou uma profissão, mas sim uma maneira de alcançar a felicidade e a realização pessoal.

 

Conheça você também os nossos cursos e comece a mudar de vida também!

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